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quinta-feira, 3 de abril de 2025
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Mato Grosso do Sul deve colher 14,6 milhões de toneladas de soja nesta safra, que está quase no fim da colheita

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Esse número representa um aumento de 11,4% em relação à safra anterior. As informações foram revisadas e consolidadas pelo Siga-MS (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio), uma ferramenta da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), em parceria com a Aprosoja-MS e o Sistema Famasul.

De acordo com Jaime Verruck, secretário da Semadesc, a área plantada para esta safra foi confirmada em 4,5 milhões de hectares, o que é 6,8% maior do que no ciclo passado. “O que realmente se destaca é a produtividade estimada. Apesar dos desafios climáticos, ela foi ajustada de 51,7 sacas para 54,4 sacas por hectare, resultando em uma produção esperada de 14,686 milhões de toneladas.”

De acordo com Verruck, esse valor corresponde a um aumento de 5% na produtividade inicialmente projetada, que era de 13,9 milhões de toneladas. Essa previsão se baseia na amostragem realizada em 10,7% da área estimada.

A expectativa para o milho da segunda safra indica que a área cultivada deve chegar a 2,103 milhões de hectares, com uma produtividade média estimada em 80,8 sacas por hectare. A produção está estimada em 10,199 milhões de toneladas, representando um aumento de 20,6% em comparação com o ciclo anterior.

Levantamento

O levantamento é realizado em colaboração com empresas de assistência técnica, produtores rurais, sindicatos da classe e empresas privadas localizadas nos principais municípios de cultivo de soja e milho em Mato Grosso do Sul. As informações essenciais coletadas incluem estádios fenológicos, condições das lavouras, operações em andamento, produtividade, produção, área cultivada, variáveis climáticas e dados econômicos pertinentes.

Conforme a análise do Siga-MS, aproximadamente 2,288 milhões de hectares estão sob estresse hídrico, o que corresponde a 51% da área total. As lavouras mais impactadas foram aquelas estabelecidas entre setembro e meados de outubro.

Entre dezembro e janeiro, houve uma queda significativa nas chuvas, especialmente em janeiro, um mês crucial para a cultura da soja no estado, que normalmente marca o período intenso de enchimento dos grãos. Além disso, a taxa de colheita está 2,4 pontos percentuais abaixo da média dos últimos cinco anos.

O secretário destaca que os dados finais da safra ainda poderão ser alterados devido ao fato de estarmos apenas no começo da amostragem. “A área plantada, a produtividade e a produção ainda precisam ser confirmadas no estado; estamos só começando o processo de coleta. No entanto, a atualização dos dados indicou tendências mais otimistas em relação à safra de soja”, finalizou.

De acordo com informações do projeto Siga-MS, até 28 de março, a colheita da safra de soja 2024/2025 alcançava 93% da área acompanhada no Estado. A região sul estava com a colheita mais avançada, com média de 94,8%, enquanto a região centro tinha 92%, e a região norte com 87,5% de média. A área colhida até  data, era de aproximadamente 4,1 milhões de hectares.

Com informações: Comunicação Semadesc

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